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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Crianças enfrentam dificuldades para chegar a Escola.

Essas são imagem chocantes que mostram que não diferentemente do nosso Estado, algumas crianças em diversos países enfrentam dificuldades para chegar a escola. Passam por perigos, caminhos extremamente arriscados, para chegarem até o local de aprendizado. São várias as barreiras que desafiam os pequenos pelo mundo. Neve, ribanceiras perigosíssimas e muita água fazem com que somente aqueles que realmente têm força de vontade consigam atingir seus objetivos. A força da natureza parece até ir contra eles, é o que revela o Site Gadoo.

Os alunos que atravessam uma ponte de suspensão danificada, Lebak, Indonésia.
Imagens mostram as crianças que enfrentam grandes perigos no caminho à escola

A UNESCO informou recentemente que várias dessas crianças estão desistindo de estudar devido a grande dificuldade.
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Provavelmente a escola mais remotos do mundo, Gulu, China.
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Alunos subindo em escadas de madeira inseguros, Zhang Jiawan Village, sul da China.
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Crianças que viajam para um colégio interno através do Himalaia, Zanskar, Himalaia indiano.
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Crianças voam 800m On A 400m de cabo de aço sobre o rio Negro River, Colômbia.
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Uma menina que monta um touro School, Mianmar.
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Crianças que viajam no telhado de um barco de madeira Em Pangururan, Indonésia.
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Meninas da escola que anda através de uma prancha na parede A 16 Century Galle Fort No Sri Lanka.
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Alunos viajar de barco em Kerala, Índia.
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Alunos Viajar de barco los Kerala, Índia.
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Estudantes Travessia Ciherang rio em uma jangada de bambu Improvisado, Cilangkap Village, Indonésia.
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Alunos do primeiro grau atravessar um rio Por do pneu cheio Tubes, na província de Rizal, Filipinas.
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Alunos Canoagem à escola, Riau, na Indonésia.
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São imagens duras e reais, que valem de reflexão não somente para nós, pais, tios, avôs, mas também para crianças que muitas vezes não dão valor a escola que possuem, o transporte que as levam. Acima como podem observar são crianças que lutam diariamente para chegarem a escola e assim sonhar com um futuro mais favorável, que somente a educação pode oferecer!

Fonte: Boredpanda

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

EX-PREFEITO EM DESRESPEITO COM EDUCAÇÃO DE SÃO LUÍS/MA.


A gestão do ex-prefeito João Castelo foi destacada hoje no Jornal Hoje da Globo, apresentando uma reportagem de autoria de Alex Barbosa onde mostra claramente o desperdício de materiais na educação de São Luís . São mais de 16 mil fardamentos escolares (tênis, camisa, calça e mochila); 300 mil livros didáticos, material didático (régua, cadernos, papel crepom, tubos de cola), mobiliário escolar (carteira e cadeiras); computadores e ventiladores; todos em péssimo estado coberto por mofo e cupim, vencidos e sem as menores condições de uso. 
O pior, se é que existe algo pior, são alguns ônibus que foram comprados com verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) do programa “Caminhos da Escola” do MEC com apenas dois anos e nunca foram usados para o transporte escolar e só foram emplacados em função de uma possível fiscalização do MEC segundo informa a Coordenadora de Material e Patrimônio Luciane Coutrim Figueiredo da Prefeitura Municipal de são Luís (PMSL). Ao serem procurados em São Luís pela equipe de reportagem nem Albertino Leal de Barros Filho ex-secretário da Secretaria Municipal de educação (Semed) e nem o ex-prefeito foram encontrados, segundo notícias da mídia local o Sr. João Castelo e família se encontram de férias em Portugal.
É triste e vergonhoso saber que todo esse material nunca chegou e pelas condições que se encontram nunca chegarão aos alunos. Toda essa situação vem mostram o porquê estamos com todos esses problemas na educação municipal de São Luís, foram registro de professores em greve, escolas sucateadas, reformas relâmpagos e sem qualidade, desvio de verbas públicas de programa de Educação Integral como o Programa Mais Educação onde até hoje alguns respondem processos internos o que deveria ser caso de polícia e de Ministério Público. 
Eu, como educadora e ludovicenses fiquei indignada, chateada e muito triste por saber que a Constituição Federal de 1988 está descrito no art. 205 que: “A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.” E no art. 206 o ensino deve acontecer fundamentado em alguns princípios: I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber; III - pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas, [...]; IV - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; V - valorização dos profissionais da educação escolar, garantidos, na forma da lei, planos de carreira, com ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos, aos das redes públicas; VI - gestão democrática do ensino público, na forma da lei; VII - garantia de padrão de qualidade.” Então, questiono: Como? Quando? Em que condições essa educação chega até nós?
O que ser percebe é que em outros estados brasileiros, por muito menos são indiciados e condenados aqueles que não gestão o dinheiro público conforme determina a lei e no Maranhão quase nunca acontece. Só espero que o atual prefeito Sr. Edivaldo Holanda Júnior e o atual Secretário da Semed Sr. Allan Kardec Barros Duailibe Filho perceba o quanto é desigual, injusto e desumano é tratada a educação e seus profissionais e alunos em São Luís. 
Esperamos que nas mudanças da nova gestão da PMSL também façam parte a educação como, por exemplo: eleições diretas para os gestores, sem indicação de terceiros, melhoria nas estruturas físicas das escolas, parcerias com o Estado e empresas privadas próximas das escolas, melhoria da merenda escolar (existe uma bebida de sabor morango que é tão doce que se o aluno for diabético com certeza terá problemas de saúde), transporte escolar, formação continuada com qualidade para todos os servidores, cassação aos funcionários fantasmas que não trabalham nas escolas e são muitos e não se preocupar só com as medida paliativas como o leite e o fardamento, não é que não sejam importantes, mas que existem outras mais necessárias como a qualidade do ensino e o respeito na educação.
O que percebo, agora, depois das eleições é que a gestão municipal passada ficou marcada pela irresponsabilidade, incompetência e principalmente desrespeito na educação e com o povo ludovicense.

Rosana Bordalo – Educadora, Licenciada em Geografia pela UFPR e pós-graduanda em Educação Integral pela UFMA (FACEBOOK)
Fonte: G1 Jornal Hoje - “Material escolar é abandonado dentro de depósito em São Luís” – 16/01/13.
Pesquisa realizada por Elana Pereira.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

VERGONHA: Retratos da Educação no Maranhão.

Falta compromisso com a educação pública em São Luís, diz Weverton Rocha

O deputado Weverton Rocha (PDT-MA) denunciou o que chamou de falta de compromisso da prefeitura de São Luís (MA) com a educação pública, ao fechar as escolas para fazer uma reforma na rede municipal durante o primeiro semestre deste ano. “Cem mil crianças aguardaram mais de seis meses por uma reforma na rede de ensino público da nossa cidade”, protestou. 

Segundo o parlamentar, alunos da zona rural tiveram que assistir a aulas debaixo de árvore. “Essa situação foi mostrada em rede nacional, em jornais de grande audiência, no nosso País afora”, disse o deputado. 

Weverton Rocha ressaltou que o Ministério Público formalizou denúncias de má utilização do dinheiro público e de desrespeito com as crianças e jovens da cidade. Na ação formalizada em agosto, de acordo com o deputado, dois procuradores relatam “a calamidade que se instalou na educação pública em São Luís”. Entre as denúncias, disse, encontram-se utilização parcial de verbas repassadas pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais de Educação (Fundeb), pelo Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar e pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar. “Falo em utilização parcial porque, segundo notícias, não se sabe onde foram parar pelo menos R$ 20 milhões que chegaram aos cofres da prefeitura de São Luís”, disse.
 Enquanto isso...
 Educação no Maranhão: retratos do caos
[Matéria publicada no jornal Vias de Fato, ano III, nº. 33, de junho/2012]
Vias de Fato volta a viajar pelo interior do Maranhão para verificar in loco o tratamento dispensado por gestores municipais à educação. A reportagem visitou os municípios de Altamira do Maranhão, Brejo de Areia e Vitorino Freire.

A reportagem do jornal Vias de Fato viajou novamente ao interior do Maranhão para, a exemplo de matéria publicada mês passado [Santa Luzia do Tide vive um caos na educação, Vias de Fato, ano III, nº. 32, p. 9], ver de perto a situação da educação no estado.
O quadro é desolador: é a real tradução do cartaz da Campanha Popular Estadual pelo Direito Humano à Educação Pública, Gratuita e de Qualidade, das Redes e Fóruns de Cidadania do Maranhão, que conta com apoio da Cáritas Brasileira Regional Maranhão, da Associação de Saúde da Periferia e de diversas organizações municipais. No cartaz os dizeres “apesar de distantes a mesma triste realidade. É preciso revelar outra educação” ladeiam fotografias de barracos que servem de escolas em várias cidades. Calamidade e vergonha.
“A maioria das escolas são de taipa, funcionando em casas particulares, até mesmo nas casas dos professores. Tem escola aqui em que chove sobre professores e alunos. Em outras não há lâmpadas, é muito escuro. Eu não sei como aqueles meninos enxergam as letras no escuro”, relata indignado Clézio Varão, professor da rede pública municipal de Brejo de Areia e presidente do Sindicato dos Servidores Públicos daquele município.
“Aqui há professores dando aulas de inglês sem nunca terem visto inglês na vida. Há um número excessivo de contratos, já se vão mais de quatro anos sem um concurso público. Os professores têm medo de falar ou fazer qualquer denúncia. Crianças de três e quatro anos caminham grandes distâncias, sem alimentação adequada. O transporte escolar roda é aos fins de semana, carregando a população para os arraiais”, continua, numa fala aparentemente desordenada, que junta vários problemas e dá ideia do caos em que está mergulhada a educação no interior do estado – na capital São Luís não é diferente, com diversas escolas sequer tendo iniciado o ano letivo.

Clézio Varão apontou ainda problemas no fornecimento de água à Creche Cazuza Chapeuzinho Vermelho, que, mesmo unindo no nome os personagens do pirapemense Viriato Corrêa e do francês Charles Perrault, está longe de garantir às crianças que ali estudam e são cuidadas – cerca de 700 – uma vida de contos de fadas. Retirada de um poço descoberto, onde toda sorte de imundícies se junta a ela, a água, consumida pelas crianças sem nenhum tratamento, leva, além de hidrogênio e oxigênio, lixo, fezes de animais e impurezas outras.
Aurino Moraes, professor das redes municipal e estadual em Altamira do Maranhão, lamenta a cooptação de sindicalistas por administrações municipais – nunca é demais lembrar: estamos em ano de eleições. Para ele, é difícil travar a luta, pois “a maioria dos sindicalistas aliou-se ao prefeito” Arnaldo Gomes (PT), chamado à boca miúda de “o ditador da educação”, alcunha cravada por profissionais da educação que resistem a ofertas como contratos, privilégios e até dinheiro. “Há funcionários em excesso. Há escolas em que há professores, salas de aula, alimentação escolar, mas não há alunos”, conta Aurino, explicando o inchaço da máquina municipal às vésperas das eleições municipais, a administração pública entupida de cabos eleitorais. Para ele, “todo ato é enxergado como um ato político de oposição e não como uma reivindicação de direitos”. Um aumento salarial previsto foi vetado após manifestação pacífica de professores. Estes relataram ao Vias de Fato: educação e saúde eram as grandes bandeiras de Arnaldo Gomes quando candidato – em 2012 ele tentará a reeleição.
A última colocada entre os excedentes de um concurso público realizado em 2007 foi recentemente chamada para assumir o cargo, num gesto claro de abuso de poder. Ou alguém aí pensou na máxima bíblica que reza que “os últimos serão os primeiros”? Advogados contratados pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais deram uma guinada para o lado do prefeito e as ações movidas contra a municipalidade estão simplesmente paradas.


Em Centro dos Braga, povoado de Vitorino Freire, o Vias de Fato visitou a Escola Rural Tiradentes. Um compartimento de taipa com não mais que nove metros quadrados – se muito –, pé direito baixo, abafada e sem banheiro é onde as crianças, moradoras da região, estudam. Alunos da pré-escola misturam-se aos de primeira e segunda séries, num total de 17, todos estudando à tarde. O calor é intenso dentro da escola de apenas uma sala de aula, se é que podemos chamar assim. São péssimas as condições de acesso: a piçarra da estrada vai somente até a fazenda do prefeito; dali em diante, uma mal cuidada estrada de chão, percorrida todos os dias, de motocicleta, pela professora que dá aulas ali.
Também em Vitorino Freire, no povoado Genipapo o terreno destinado à construção de uma escola está completamente tomado pelo mato. Uma pilha de tijolos em frente ao terreno está ali, no dizer dos moradores, “desde que se começou a fabricar tijolos no mundo”. Uma moradora cede um “puxadinho” nos fundos de sua casa para servir de sala de aula. Deveria receber 100 reais mensais de aluguel, atrasados desde o início das aulas. As crianças reclamam das cadeiras, que rasgam suas roupas. Ali estudam crianças do pré até a quarta série, na mesma turma. A Escola Rural Professora Dona Dora já tem seis anos e antes funcionava em um depósito de carvão, no quintal da mesma casa. A construção da escola em um terreno em frente, iniciada há dois anos, foi abandonada ainda no baldrame.
  
A recente aprovação na Câmara Federal do Plano Nacional de Educação (PNE), que destina 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do país para a educação mereceu comemorações em todo o Brasil. Com os retratos da educação no Maranhão espera-se que o aumento não engorde apenas os patrimônios de gestores corruptos, sem compromissos com a população. Mas que sirva para garantir a efetivação deste direito humano na vida das pessoas, a educação como alicerce da nação. Não um alicerce como o da escola em Genipapo. (Aos povoados mais distantes a reportagem viajou em caminhonete cedida pelo senhor Paulo Veríssimo da Costa, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Vitorino Freire).
Pesquisa realizada por Elana Pereira.